Muitas religiões, em diferentes épocas, ensinam que o ser humano pode voltar a este mundo em outras existências. Especial atenção se dá no Brasil ao espiritismo kardecista. Segundo Alan Kardec (1804-1869) a reencarnação sempre acontece num corpo humano. Diferente de algumas doutrinas reencarnacionistas como a hindu, onde um espírito pode encarnar também num animal.Para Alan Kardec a alma não tem sexo e pode assumir tanto um corpo masculino quanto feminino.
Os reencarnacionistas defendem a tese de que cada pessoa teria várias vidas, e se reencarnaria para pagar os pecados de uma vida anterior. Desse modo, cada vida nos seria concedida para expiar erros, que não conhecemos, de uma vida que teríamos tido. Se a alma se reencarna para pagar os pecados de uma vida anterior, dever-se-ia perguntar quando se iniciou esta série de reencarnações. Onde estava o homem quando pecou pela primeira vez? Tinha ele então corpo?
Ou era puro espírito? Se tinha corpo, então já estava sendo castigado. Onde pecara antes?
Só poderia ter pecado quando ainda era puro espírito. Como foi esse pecado? Era então o homem parte da divindade? Como poderia ter havido pecado em Deus?
Se não era parte da divindade, o que era então o homem antes de ter corpo?Era anjo? Mas o anjo não é uma alma humana sem corpo. O anjo é um ser de natureza diversa da humana. Que era o espírito humano quando teria pecado essa primeira vez? Se a reencarnação fosse verdadeira, com o passar dos séculos haveria necessariamente uma diminuição dos seres humanos, pois que, à medida que se aperfeiçoassem, deixariam de se reencarnar. No limite, a humanidade estaria caminhando para a extinção. Ora, tal não acontece. Pelo contrário, a humanidade está crescendo em número. A população hoje em dia é muito maior que a população na Idade Média ou qualquer outra época que precede a nossa. Portanto não há como todo mundo ter vivido outra vida. Respondem os espíritas que Deus estaria criando continuamente novos espíritos. Mas então, esse Deus criaria sempre espíritos em pecado, que precisariam sempre se reencarnar. Jamais cria ele espíritos perfeitos?
Dizem que reencarnação e uma questão de justiça.
Mas se analisar, observara que reencarnação que eles apregoam para justificar o sofrimento, a miséria, a dor e um monte de outras desgraças, é a mais absoluta injustiça uma vez que quem está sofrendo não sabe a causa, não se lembra de nada que segundo eles, essa pessoa cometeu em vidas passadas.

Não imagino no mundo uma doutrina que seja mais conivente com o pecado do que o espiritismo, pois o espiritismo é, na verdade, uma licença dissimulada para que o pecador peque à vontade... O espiritismo, por ensinar que as pessoas terão novas oportunidades, em uma interminável sucessão de reencarnações, colocam o pecador numa condição de plena e total licença para pecar à vontade, já que pensam que terão novas chances de corrigirem seus erros e pecados em outras vidas.
A ressurreição é a volta do espírito ao mesmo corpo, já a reencarnação, seria o retorno do espírito a um novo corpo.
Cristo morreu por nós na cruz para nos perdoar e salvar, a Bíblia diz que foi um sacrifício cabal e suficiente para nossa redenção, sendo assim não cremos na reencarnação, pois o que precisava já foi feito. Deus criou o homem e a mulher com uma identidade pessoal, que não se destrói com a morte.
"Está determinado que o homem morra uma só vez, e logo em seguida vem o juízo final" (Hb 9,27). Com as próprias palavras de Deus, é DESCARTADA a possibilidade de voltar a nascer nesse mundo ! A reencarnação faz do homem o seu próprio salvador. E isso é uma maneira de Satanás tentar invalidar a obra redentora de Jesus. Nossa salvação depende dele, porque "tudo é graça", e apalavra "graça" significa "favor imerecido".
Os escritores do Novo Testamento afirmam que Jesus morreu pelos nossos pecados, venceu a morte e, assim, nos garantiu a Vida Eterna.
Ora, se houvesse reencarnação, para que precisaríamos de um Redentor? Nós mesmos, pelos nossos próprios méritos alcançaríamos a perfeição e a salvação. Logo, a reencarnação contradiz a base do Cristianismo que é aceitar Jesus como o Salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Os espíritas gostam muito de Jesus, mas o chamam de iluminado, porque para eles a Luz é Deus.
Distinguem Jesus de Deus. Para os cristãos Jesus é a Luz, porque Jesus é Deus que se fez homem.
Três passagens dão a ilusória aparência da existência da reencarnação, mas veremos que não passa de ilusão. São elas:“É dele que está escrito: ‘Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho.’ (...) E, se quereis compreender, é ele o Elias que devia voltar.” (Mt 11,10.14)
“Em seguida, os discípulos o interrogaram: Por que dizem os escribas que Elias deve voltar primeiro? Jesus respondeu-lhes: Elias, de fato, deve voltar e reestabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que Elias já veio, mas não o conheceram; antes, fizeram com ele quanto quiseram. Do mesmo modo farão sofrer o Filho do Homem. Os discípulos compreenderam, então, que ele lhes falava de João Batista.” (Mt 17,10,13)
“e [João Batista] irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto.” (Lc 1,17)
Vamos analisar primeiro a passagem de Lucas:
Nesta passagem, vemos o anjo Gabriel anunciando que João Batista viria com o espírito de Elias. Mas não se trata de reencarnação, e sim de que João Batista teria o espírito profético de Elias, assim como Eliseu também o teve. Eliseu pediu para ter uma dupla porção do espírito de Elias (2Rs 2,9). Em resposta, Elias disse que se Eliseu o visse ser arrebatado ao Céu isso lhe seria concedido (2Rs 2,10). Assim aconteceu (2Rs 2,11), Elias foi arrebatado ao Céu e Eliseu ficou com o espírito de Elias (2Rs 2,15; Eclo 48,12[13]). Ou seja, da mesma forma como Eliseu ficou com o espírito de Elias (e não se pode falar de reencarnação, pois Eliseu já tinha o seu próprio espírito), João Batista também tinha seu próprio espírito e também possuía o espírito [profético] de Elias.
Nas passagens de Mateus não se fala de reencarnação, mas da missão profética que João Batista iria desempenhar, como o novo Elias, assim como Jesus é o novo Adão. Reencarnação é conceituado como a nova encarnação de uma alma em outro corpo aqui na Terra, a fim de que evolua e atinja a perfeição necessária para ir ao Céu. Assim, Elias não pode ter reencarnado em João Batista por três motivos básicos (fora outros tantos motivos):
a) Elias já estava no Céu (2Rs 2,1.11), logo não precisava ter reencarnado para se aperfeiçoar e ir para o Céu;
b) perguntaram a João Batista se ele era Elias, e ele respondeu com convicção que NÃO era (Jo 1,21), mas que era o profeta que havia de vir, pois citou a passagem de Is 40,3: “Eu sou uma voz que clama no deserto: endireitai o caminho do Senhor”;
c) João Batista já estava morto (Mt 14,10-12) quando Elias apareceu a Jesus (Mt 17,3). Ora, segundo o Livro dos Espíritos, adotado pelos espíritas, a alma desencarnada tem o semblante do último corpo encarnado (Parte Segunda, Capítulo 3, Questão 150a). Portanto, era para João Batista ter aparecido, e não Elias!






