O Dicionário Aurélio define da seguinte maneira: 1. Sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; crendice. 2. Crença em presságios tirados de fatos puramente fortuitos. 3. Apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa.
Quando ocorreu a Reforma Protestante no século XVI, uma das grandes bandeiras dos reformadores era o fim das superstições religiosas. Nos últimos anos, porém, observamos a ressurreição de modismos, misticismos e doutrinas que manifestam a mais pura superstição e ignorância do povo evangélico em relação a Escritura... É fato histórico que os protestantes são contra toda e qualquer manifestação supersticiosa na fé.

Para mim isso é sinal de quem ainda é criança na fé. A superstição é o maior pecado contra o primeiro mandamento, porque a pessoa ao invés de confiar em Deus deposita sua confiança em objetos ou em manias insignificantes, esta relacionado ao medo!
Já presenciou alguém passar óleo ungido na sola do sapato, para o Senhor proteger os passos e o conduzir pelo caminho certo... deixar a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar as desgraças e o demonio; utilizar a expressão “ta amarrado” de forma séria, como uma espécie de precaução espiritual; abrir a Bíblia aleatoriamente para “tirar um versículo” que funcione como a orientação de Deus para tomarmos uma decisão; trocar a leitura sistemática e regular da Bíblia pela “caixinha de promessas”; reputar que a oração no monte tem mais eficácia do que a feita dentro do quarto ou na igreja; dormir empacotado para que Deus, ao nos visitar à noite, não se entristeça; e acreditar que objetos ou alguma lembrança de Israel (pedrinhas, água do rio Jordão, folhas) tem algum poder especial... alguns dizem que as palavras tem o poder de abençoar ou amaldiçoar a vida das pessoas, se esquecendo que a Palavra de Deus que possue poder! Entregar o dízimo evita desgraças financeiras, hinos evangélicos libertam, dizem que se não orar antes de comer a comida faz mal, jogar o buquê pra quem pegar casar mais rápido, ungir com óleo os objetos de casa, acreditar que a oração do pastor ou da irmã profetiza é “mais poderosa”, confundir poder de Deus com barulho do homem, comprar bênção por meio de dízimos e ofertas, acreditar em maldição hereditária, colocar lã na testa do bebê para passar o soluço, crente que leva criança pra benzer, que não anda de costas, que tem medo de sexta-feira 13, que não deixa o chinelo virado, e quando as coisas não estão bem, dizem que alguém está com inveja, vivem amarrando olho gordo, tem medo ficar perto de imagens católicas, dizem não poder pregar nada nas paredes do templo porque usaram pregos na cruz (pasme!). Dizem que doença, pobreza, é "opressão". Morrem de medo de Satanás... Servo de Cristo com medo? [1João 4:18] - No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.

Isso significa cristianismo misturado a superstição e misticismo. Quem tem poder é Deus e não nenhum tipo de amuleto. O que nos liga a Ele é a fé, pura e simples. Alias, a própria fé pura, simplesmente estava sendo abandonada na época da Igreja primitiva.... e é a impressão que tenho hoje, a todo momento, ao observar esses movimentos.

* a igreja de Corinto possuía "facções" pró-Paulo, pró-Apolo etc, se gloriava na sabedoria humana, possuía imoralidade não tratada entre seus membros;
* a igreja da Galácia tinha influência de ensinos judaizantes;
* a igreja de Éfeso tinha problemas quanto à unidade e à comunhão entre judeus convertidos e gentios, e estava esfriando na fé;
* a igreja de Pérgamo estava contaminada com heresias;
* a igreja de Tiatira tolerava uma falsa profetisa;
* a igreja de Sardes estava quase morta;
* a igreja de Laodicéia estava morna e satisfeita consigo mesma.
Se já era assim tão perto do tempo em que Cristo andou entre nós, imagina hoje!
Ainda bem que existe o remanescente fiel, que não se deixa levar...

Muitos lideres religiosos fomentam, incentivam o crescimento das superstições, pois como escreveu Maquiavel, elas são a mola propulsora do controle religioso sobre o povo.
4 comentários:
PAz irmã Miriã...tdo bem? Gostei deste post, realmente, temos q cuidar e mto pra não entrar em tantas crendices e superstições que o mundo dos "evangélicos" andam ensinando...que Deus nos abençoe e nos proteja! Só o sangue de Jesus que foi derramando naquela cruz, pode nos guardar de toda maldição e nos redimir para a eterna salvação! Bjs..espero tua visitinha viu? PAZ...
Cara Miriã
O grande problema que eu enxergo hoje em dia, na grande maioria das denominações evangélicas, é que os cristãos não lêem a Bíblia Sagrada.
Há quem só abra-a na igreja, quando o pregador pede para fazer isso, naquela hora que ele faz a citação de um versículo.
Assim sendo, o conhecimento bíblico pode ser totalmente distorcido, o crente pode ser induzido ao erro, que vem pela ótica de terceiros.
Infelizmente, também, há leitores de livros evangélicos, que, nunca leu a Bíblia Sagrada inteira... Estes, também correm o risco da indução ao erro.
As Escrituras Sagradas são a Palavra de Deus, e foram escritas para que todo ser humano tenha um contato direto com elas.
Eliseu Antonio Gomes
http://belverede.blogspot.com/
...passando pra deixar meu carinho e oferecer muitos presentinhos...passa no meu blog ok? te espero! Deus te abençoe... bjinhos
Nosso povo pereçe por falta de conhecimento, e o grande problema disso tudo é que alguns até tem o conhecimento mas o uso pra benefício próprio manipulando mentes desinformadas e utilizando da fé alheia pra sua promoção pessoal
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